Cavatelli, grão-de-bico e costelinhas.

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Cavatelli, grão-de-bico e costelinhas. Um primeiro prato único e saboroso.

Nas longas noites de inverno, se consumia a colheita da horta, conservada com cuidado em previsão do tempo de descanso da terra no período frio do ano.

Quando as leguminosas se enriqueciam com as costelinhas de porco, só de pensar já era uma grande festa.
O ritual começava na noite anterior, colocando de molho os grãos-de-bico.

Era o ato final da longa viagem de uma leguminosa que sempre amei: ainda me lembrava de quando, em pequenas vagens verdes, me divertia fazendo-os estourar entre os dedos para saborear alguns.

As plantas eram peludas e picantes ao toque; eram colhidas quando maduras, quando ao final da vegetação, sob o sol quente de julho, tornavam-se amarelas e secas. Para debulhá-los, era necessário batê-los com um bastão;

essa tarefa era reservada a mim em parceria com minha irmã Michela. E, naturalmente, entre trabalho e diversão, o tempo necessário dobrava; principalmente quando era necessário peneirar para limpar os últimos resíduos vegetais, com a ajuda do vento.

Porque uma parte acabava pontualmente no chão, e era preciso começar de novo. Mas bastava a chegada da mamãe para que a tarefa assumisse um tom sério.
Após a imersão noturna, os grãos-de-bico estavam prontos para cozinhar.

E enquanto a panela no fogo terminava o cozimento, preparava-se a massa feita à mão. Às vezes usavam-se ovos, outras vezes bastava água;

com este molho, os cavatelli rústicos eram o formato ideal: resistentes ao cozimento e prontos para absorver cada sabor com suas covinhas.
Por fim, enquanto a massa secava um pouco, douravam-se as costelinhas de porco junto com um bom refogado.

O início era sempre igual: às vezes desglaciavam-se com o vinho tinto e finalmente adicionavam-se os grãos-de-bico, para terminar de construir a maciez adequada.
Deixava-se cozinhar tudo em um canto da lareira baixa, feita especialmente para facilitar as mulheres da casa a preparar e vigiar o fogo.

Então, à noite, após um dia frio e intenso, colocava-se à mesa este primeiro prato quente, rico em aromas. Entre palavras simples para contar os dias, intercaladas por longos silêncios, recuperava-se o fôlego consumindo assim aquela rica sopa, feita de trabalho e de vida.

  • Dificuldade: Fácil
  • Custo: Econômico
  • Tempo de preparação: 1 Hora
  • Porções: 6
  • Métodos de cozimento: Fogão
  • Culinária: Italiana
  • Sazonalidade: Outono, Inverno e Primavera, Todas as estações

Ingredientes

Ingredientes nobres de antigamente, das costelinhas de porco aos feijões da horta com a massa fresca.

  • 300 g sêmola de trigo duro refinada
  • q.b. água (morna. Para amassar a sêmola)
  • 500 g grão-de-bico cozido
  • 8 costelinhas de porco (Desengorduradas e cortadas individualmente)
  • q.b. mistura para refogado
  • 1 xícara de café vinho tinto
  • 2 pitadas aromas para assado (tomilho, alecrim)
  • q.b. azeite de oliva
  • q.b. sal

Ferramentas

Todas as ferramentas que utilizo estão nos meus conselhos para compras

  • Bacias
  • Fritadeiras a ar

Passos

  • Frite a mistura para refogado junto com as costelinhas e adicione os aromas; borrife com o vinho tinto.

  • Deixe evaporar e adicione os grãos-de-bico já cozidos com um maço de ervas aromáticas. Cozinhe por cerca de duas horas.

  • Enquanto isso, amasse a sêmola com água morna até obter uma massa lisa. Deixe descansar por cerca de trinta minutos em um recipiente fechado para não secar a massa. Faça rolinhos de cerca de 1 cm de diâmetro e crie os cavatelli.

  • Cozinhe em água fervente salgada, deixando-os levemente al dente. Transfira para a panela com os grãos-de-bico e costelinhas; dois minutos para absorver o sabor deste prato simples e sirva, completando o prato com uma costelinha.

  • Se desejar, acrescente uma pitada de pimenta preta e sirva imediatamente!

    Cavatelli, grão-de-bico e costelinhas

Algumas dicas a mais

Procuro não usar produtos enlatados, prefiro comprar o grão-de-bico seco e depois cozinhá-lo diretamente. Se preferir, pode usar grão-de-bico enlatado.

Você também pode adicionar uma pequena pimenta vermelha na fase de refogar. Um primeiro prato tipicamente dedicado à estação fria. Mas sempre agradável de se consumir.

Imagem do autor

Enza Squillacioti

Este blog é uma dedicação à culinária da tradição mais verdadeira e simples. Aqui, não só se fala de comida, mas também se oferecem dicas práticas para resultados impecáveis. Mergulhe em um mundo de receitas, histórias e aprofundamentos sobre ervas selvagens e alimentos esquecidos, para conhecer a fundo os costumes e as raízes da nossa cultura gastronômica.

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