Graffe Napolitanas com Batatas: A Receita Rápida com Fermento Instantâneo

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As graffe napolitanas representam um dos pilares da confeitaria campana, nascidas do encontro entre a dominação austríaca e a inventividade popular local.

Historicamente derivam do krapfen alemão, chegado a Nápoles no século XVIII durante o período austro-húngaro; no entanto, a versão partenopea sofreu uma transformação fundamental com a introdução das batatas cozidas na massa, uma adição humilde que amplificou a maciez até torná-las únicas.


Originalmente preparadas para celebrar o Carnaval, essas rosquinhas fritas hoje são encontradas diariamente em qualquer bar e confeitaria da cidade.

A receita tradicional se destaca por um equilíbrio de ingredientes simples, porém técnicos: uma mistura de farinhas (frequentemente reforçadas), ovos, açúcar e, sobretudo, a banha (ou sugna), que confere a típica fragrância e crocância.

A massa é aromatizada com raspas de limão e fermentada lentamente com fermento biológico, antes de ser mergulhada em óleo quente e finalizada com uma generosa cobertura de açúcar granulado.

A minha é a variante com fermento em pó instantâneo, que responde à necessidade moderna de rapidez sem abrir mão do sabor.

Nesta versão, a reação química imediata do fermento substitui a espera biológica, permitindo obter rosquinhas macias e perfumadas em poucos minutos.

Graffe napolitanas com fermento instantâneo
  • Dificuldade: Média
  • Custo: Muito econômico
  • Tempo de preparação: 20 Minutos
  • Porções: 15Peças
  • Métodos de cozimento: Fritura
  • Culinária: Italiana
  • Sazonalidade: Carnaval

Ingredientes

  • 250 g batatas (cozidas)
  • 500 g farinha 00
  • 7 g fermento em pó instantâneo
  • 50 g açúcar (+ para a finalização)
  • 2 ovos
  • 50 ml leite (morno)
  • 60 g banha ((ou sugna))
  • 1 limão (apenas raspas)
  • 1 pitada sal
  • a gosto óleo de amendoim

Passos

  • Preparação Base: Em uma superfície de trabalho ampla, faça uma espécie de vulcão com a farinha peneirada junto com o sachê de fermento em pó instantâneo. No centro coloque as batatas previamente cozidas e amassadas (frias), o açúcar, os ovos, o leite morno, a casca de limão ralada, o sal e a banha em pedaços.


    Massa Rápida: Comece a trabalhar os ingredientes com as mãos a partir do centro. Incorpore gradualmente a farinha. Trabalhe rapidamente: com o fermento instantâneo não é preciso sovar longamente, basta obter um bolinho homogêneo, liso e não pegajoso.


    Corte e Formato: Sem esperar, abra a massa com um rolo até obter espessura de cerca de 1-1,5 cm. Corte as rosquinhas com um cortador (ou um copo) e fure o centro ou faça um cordão e una as pontas. Dica: À medida que for formando, apoie-as sobre quadradinhos de papel manteiga: isso ajudará a colocá-las no óleo sem deformá-las.


    Fritura Imediata: Aqueça o óleo de amendoim em uma panela de bordas altas. A temperatura ideal é 170°C. Se não tiver um termômetro, mergulhe a ponta de um palito: se chiar com firmeza, está pronto.


    Cozimento: Mergulhe 2 ou 3 graffe por vez. Você verá que vão crescer imediatamente graças ao calor. Vire-as assim que ficarem douradas (cerca de 2 minutos por lado).


    Açucaramento: Escorra as graffe sobre papel absorvente por um instante e, ainda quentes, passe-as no açúcar granulado. O açúcar deve aderir perfeitamente graças ao calor residual.

As Graffe Sicilianas

As Graffe Sicilianas são muito comuns em Palermo, costumam ser consumidas no café da manhã.

A diferença em relação às napolitanas? Frequentemente são sem batatas e têm uma massa mais parecida com um brioche frito, bem elástica.

Além disso, na Sicília muitas vezes se encontra a versão “com creme” por dentro, enquanto a graffa napolitana tradicional é vazia e em forma de rosquinha.

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