Piada dos Mortos – receita romagnola

Hoje não podia deixar de publicar uma receita tradicional como a da piada dos mortos. Depois da explicação que ontem dei a respeito do que penso sobre o Halloween, parece-me justo dedicar algumas palavras a um doce da minha tradição, um doce típico da região de Rimini, a piada dos mortos, precisamente.

É, como muitos doces da tradição camponesa, um doce pouco doce. Acho que é por isso que é chamado de piada, mas também porque é um doce baixo, um pandolce, mais parecido a um pão (e a piada de fato é um pão não fermentado).

Este que vocês veem nas fotos é meu primeiro exemplar de piada dos mortos feito por mim 😊 ou, em geral, feito em minha casa, pois na verdade nem minha mãe nunca fez uma piada dos mortos caseira. E há um motivo. Quando minha tia estava viva, a minha mítica tia Marcella, esse doce, e outros dos quais aos poucos com o tempo vou falar, eram os doces da tia, eram os doces que minha tia nos trazia regularmente, geralmente toda segunda-feira, e que ficaram na memória da nossa família. Minha tia tinha uma pequena loja de massa fresca feita em casa (feita na casa dela, na sua cozinha. Pois é, quando eu era pequena as regulamentações eram diferentes das atuais!) e de doces de forno de todos os tipos, que preparava e depois levava para assar no forno, entendido como produtor de pão e doces com loja anexa, que colocava à disposição de terceiros o próprio forno, entendido como instrumento de cozimento.

Então, quando eu era criança, a piada dos mortos – e também as favas dos mortos, biscoitos de amêndoas igualmente indispensáveis em ocasiões das festividades de Todos os Santos e ‘para os mortos’ – era um dos doces típicos deste período do ano que invariavelmente nos eram fornecidos pela tia.

Cada forno, e nos últimos anos também cada supermercado, vende sua própria versão da piada dos mortos. Nem todos têm produtos semelhantes aos da minha tia, mas um ou dois conseguem se aproximar muito.

Infelizmente, não tenho a receita original da tia Marcella, mas este ano quis a todo custo preparar uma, que é esta que conto para vocês. 😊

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A seguir, coloco os links de outras receitas típicas sobre as quais escrevi, nas quais contei um pouco sobre mim e as tradições desta parte da Romagna 👇

piada dos mortos
  • Dificuldade: Média
  • Custo: Econômico
  • Tempo de descanso: 8 Horas
  • Tempo de preparação: 15 Minutos
  • Porções: 8
  • Métodos de cozimento: Forno
  • Culinária: Regional Italiana
  • Região: Emilia-Romagna
  • Sazonalidade: Outono

Ingredientes

  • 300 g farinha tipo 1
  • 1/4 cubinho fermento biológico fresco
  • 1/2 colher de chá açúcar
  • 110 g água
  • 90 g açúcar
  • 90 g nozes
  • 65 g passas
  • 30 g óleo de milho
  • pinoli, amêndoas (a gosto para decoração)

Ferramentas

  • Tigela
  • Forma de bolo

Passos

  • Prepare a massa como habitualmente se faz para a massa de pão:

    Dissolva o fermento na água morna com o açúcar.

    Adicione à farinha (pode ser também a tipo 0, eu usei a tipo 1 porque estou certa de que os camponeses de antigamente usavam sempre farinhas pouco refinadas).

    Trabalhe com as mãos até obter uma massa macia e elástica.

    Coloque a massa para crescer em local protegido até pelo menos dobrar de tamanho.

    👉 Usei pouco fermento de propósito para evitar que se sentisse o gosto. Naturalmente, com pouco fermento a fermentação é mais lenta, neste caso preparei a massa à noite e deixei-a crescer durante a noite, para então preparar a piada dos mortos pela manhã.

    Quando a fermentação estiver concluída, adicione e misture na massa cerca de metade das nozes (grosseiramente picadas), as passas, o açúcar e o óleo.

    É um efeito estranho adicionar o óleo a uma massa já fermentada e, para ser sincera, enquanto trabalhava tudo com as mãos, estava cética, temia que não iria obter nada de bom. Mas continuei amassando até o açúcar se dissolver e até o óleo se misturar bem na massa.
    O efeito final é bastante oleoso, mas depois de cozido não é mais.

    Estenda a massa com as mãos em uma forma de torta (eu usei uma de 24 cm) coberta com papel manteiga.

    Distribua na superfície as nozes restantes, melhor se em pedaços grandes porque ficam mais bonitas. 😃

    Adicione também algumas amêndoas e um pouco de pinoli.

    😉 A receita da qual me inspirei não previa os pinoli, mas minha lembrança dizia que eles deviam estar presentes, e então, minha mãe, que apareceu por acaso na minha cozinha enquanto eu estava amassando, confirmou, então adicionei-os.

    Asse a 200°C por 20-25 minutos, com meu forno foi suficiente. Não crescerá muito durante o cozimento. Mas o resultado final será ótimo.

    Se desejar, é possível “alisar” a superfície com mel (aquecendo-o levemente para distribuí-lo melhor), mas eu preferi esta versão natural.

    piada dos mortos 1
  • Antes de encontrar esta receita, pesquisei um pouco. Existem várias, naturalmente, algumas receitas incluem ovos, outras são veganas (bem, como a minha, agora que penso!). No entanto, depois de ler um certo número delas, decidi por esta receita do blog Ontem & hoje na cozinha, que gostei porque também traz a versão dialetal, então, digamos assim, achei-a “suficientemente romagnola”. 🙂 Depois adaptei as proporções à quantidade de farinha que usei e personalizei com a adição de pinoli e amêndoas, na minha opinião necessários como já disse. Obtive uma piada dos mortos que, sim, não é idêntica à da tia Marcella, mas a substitui dignamente tanto em aparência quanto em sabor!

    piada dos mortos
  • Obrigado por ler esta receita! 🙂💛

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