Pasticciotto leccese receita da vovó original, com banha…
Se vocês caíram nesta página, eu sei, vocês foram ao Salento e se apaixonaram e agora não conseguem mais esquecer esta terra e seus sabores!!
Sabe por que eu sei? Porque infelizmente aconteceu comigo também, eu me apaixonei pelo Salento há oito anos e a paixão não me largou mais, tanto que este ano voltei e espero voltar mais mil vezes! Eu sou siciliana, amo minha terra maravilhosa, mas adoro viajar e descobrir o Salento foi uma emoção única, tanto que o levo no coração desde a primeira vez que pisei lá.
Do povo salentino eu amei as pessoas, o coração, o mar e a comida e, acima de tudo, adorei comer aqueles maravilhosos doces tradicionais que são os pasticciotti!
E aqui estamos, se você chegou até esta página, busca uma receita especial que consiga devolver da melhor forma o gosto único e especial do pasticciotto recém-saído do forno, bem quente, perfumado, quebradiço e fragrante a ponto de derreter na boca sem mastigar, acariciando o paladar como um carinho quentinho que vocês dificilmente vão esquecer…
Mas então, estão prontos para colocar as mãos na massa? Venham comigo pra cozinha, vamos trabalhar juntos e preparar essa delícia única!
- Dificuldade: Muito fácil
- Custo: Econômico
- Tempo de preparação: 1 Hora
- Porções: 12
- Métodos de cozimento: Forno
- Culinária: Italiana
Pasticciotto leccese receita original com banha: ingredientes…
- 600 g leite integral
- 1 ovo (grande)
- 1 gema
- 100 g farinha 00
- 180 g açúcar
- 1 sachê vanilina
- a gosto raspas de limão
- 500 g farinha 00
- 150 g açúcar de confeiteiro
- 280 g banha
- 1 ovo (grande)
- 1 gema
- 1 sachê vanilina
- Meio colher de chá fermento em pó (para bolos)
- a gosto raspas de limão
- 1 ovo (pequeno, para a finalização)
- Forma oval para pasticciotto
- Forno
- Rolo de massa
- Pincel
Pasticciotto leccese receita original com banha: preparo…
Para começar a preparar os pasticciotti, comecem pelo creme; eu uso um “falso” creme de confeiteiro, bem mais leve que o tradicional, mas ainda assim delicioso.
Numa panela junte a farinha, o açúcar e a vanilina, mexa, acrescente um pouco de leite para dissolver e desmanchar os grumos, depois junte o ovo inteiro, a gema e mexa até a mistura ficar homogênea.
Sempre mexendo, acrescente o resto do leite e deixe tudo fluido e uniforme.
Leve ao fogo baixo e mexa até o creme engrossar (vocês podem notar a formação de alguns grumos — não se preocupem, eles vão se desfazer se continuarem a mexer com o fouet). Desliguem o fogo pouco antes de começar a ferver.
Com o fogo desligado, adicionem bastante raspas de limão orgânico, mexam e transfiram tudo para uma tigela, cubram com filme plástico e deixem esfriar.
Depois de preparar o creme, podem dedicar-se à massa frolla.
A frolla do pasticciotto é uma massa típica do sul da Itália, em que como gordura se usa banha em vez de óleo ou manteiga.
A banha, além de deixar a frolla mais delicada e quebradiça, permite trabalhar melhor a massa em temperaturas de verão e primavera, já que ela derrete menos facilmente que a manteiga, dando mais maleabilidade.
Não me peçam para substituir a banha por manteiga ou óleo; vocês mudariam completamente a estrutura do doce, criando algo totalmente diferente, menos quebradiço e mais crocante.
Mas vamos à nossa frolla: coloquem a farinha numa bancada, façam uma cova, adicionem a banha e trabalhem tudo com as mãos até obter uma mistura arenosa e relativamente homogênea. Refaçam a cova e juntem o ovo, a gema, o açúcar, a vanilina e o fermento, então trabalhem rapidamente com as mãos até formar um bolinho de massa liso e homogêneo.
Dividam o bolinho em duas partes e com uma delas forrem as formas; basta desgrudar um pedaço e apertar dentro da forma para cobri-la bem.
Depois de forrar as formas, passem o rolo por cima para cortar com precisão o excesso de massa.
Recheiem cada forma com uma colher generosa de creme, formando uma leve cúpula.
Polvilhem a bancada com farinha e abra a frolla restante numa folha de 4-5 mm de espessura, cortem a folha em vários retângulos e coloquem um retângulo sobre cada pasticciotto. Prestando atenção para não achatar e mantendo a curvatura dada pelo creme, usem o polegar pressionado contra a borda da forma para retirar o excesso de massa, selando ao mesmo tempo o pasticciotto (infelizmente falta a foto deste último passo). Terminada a montagem, pincelem com um ovo batido junto com um pouco de leite e assem em forno estático a 180°C por 15 minutos, ou até obter a douração desejada.
Desliguem, deixem amornar por uns trinta minutos, desenformem e sirvam.
Conservem os pasticciotti que sobrar por no máximo dois dias, cobertos por uma campânula de vidro em local fresco e seco. Com o tempo ficarão mais macios, mas continuam deliciosos.
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Na receita tradicional dos pasticciotti, usa-se a amônia alimentícia como agente fermentador, ingrediente comum na preparação de muitos doces do sul.
Porém, a amônia tem um cheiro persistente que se percebe nos doces recém-saídos do forno; por isso eu prefiro substituí-la pelo fermento em pó.
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