Neste período difícil para a Itália, desde que começou o drama do coronavírus a palavra de ordem é ficar em casa o máximo possível, exceto por necessidade extrema. Neste imenso caos, tivemos que reinventar nossos dias encontrando novos espaços e ritmos dentro de nossas casas. Eu, por exemplo, redescobri o prazer da leitura. Revirei meus amados livros de culinária, uma coleção infinita acumulada ao longo dos anos, vasculhando aqui e ali entre uma barraca de usados e outra ou entre os vários estandes de feiras, e devo dizer que foi muito construtivo. Entre eles, de fato, comecei a ler um livro dado pelo meu marido no ano passado, justamente por ocasião de uma feira aqui em Catania dedicada à boa comida e aos produtos orgânicos. Quando o avistei no meio de tantos, provavelmente atraída pelo título na capa*, devo ter ficado tão absorta que, enquanto lia o prefácio, meu marido já o tinha comprado sem que eu percebesse. Quando cheguei em casa, não via a hora de me deixar envolver pelos conselhos práticos deste confeiteiro e professor de culinária macrobiótica, fruto de sua experiência de trinta anos no setor. Enfim, um breve passeio por receitas incrivelmente deliciosas, mas feitas a partir de uma confeitaria natural, onde ovos, manteiga, leite e açúcar são substituídos por ingredientes de melhor qualidade. Eu não podia acreditar até que eu mesma tentei. E aqui estão meus fagotes de massa brioche feitos com uma massa à base de xarope de arroz em vez de açúcar e poucos outros ingredientes. Simplesmente assim, a massa é fabulosa e, sem perceber, também é vegana! O mais bacana é que não precisa de fermentação, exceto por um descanso de 20 minutos antes de assar. Eu então os enriqueci com compota de tangerina e lascas de chocolate amargo. Um deleite perfeito para seus café da manhã ou lanches saudáveis. Com esta base, você pode fazer um monte de outras receitas, que espero poder compartilhar com vocês aos poucos.
*[Para quem estiver interessado, o livro é intitulado “Confeitaria Natural” de Pasquale Boscarello]
PARA SABER MAIS: Você sabia que o xarope de arroz é um adoçante natural obtido pela germinação do cereal e é rico em maltose e sais minerais essenciais? Ótimo para substituir o açúcar porque é menos calórico e ideal em receitas veganas e sem glúten. Não deve ser confundido com xarope e malte de arroz, pois no primeiro os maltes são obtidos da união da cevada com outro cereal, enquanto os xaropes são extraídos de um único cereal. Neste caso específico, o xarope de arroz, por não conter cevada, é sem glúten e pode ser consumido até por celíacos. Além disso, possui outra vantagem: seu índice glicêmico é comparável ao do açúcar, mas em relação a este último, é excelente em dietas hipocalóricas porque contém menos calorias e, acima de tudo, menos frutose.
- Dificuldade: Muito fácil
- Custo: Econômico
- Tempo de descanso: 25 Minutos
- Tempo de preparação: 15 Minutos
- Porções: 6 fatias
- Métodos de cozimento: Forno
- Culinária: Italiana
- Sazonalidade: Todas as estações
Ingredientes para cerca de 450 gramas de massa
⚠ NESTA RECEITA HÁ UM OU MAIS LINKS DE AFILIAÇÃO. Os produtos que recomendo são os mesmos que eu uso nas minhas receitas; comprar através do meu blog contribui para me apoiar e ao meu trabalho, enquanto para você não custará nada a mais!
- 250 g farinha tipo 1
- 65 g xarope de arroz
- 90 ml água (morna)
- 7 g Fermento biológico fresco
- 50 ml óleo de amendoim
- 1 colher de chá casca de limão (não tratada)
- 1 colher de chá Canela em pó
- 7 g sal
- 100 g marmelada de tangerina
- q.b. chocolate amargo 85%
- 3 colheres de chá xarope de arroz
- 1 colher de chá Água
- q.b. açúcar de confeiteiro
Ferramentas
- 1 Tigela
- 1 Rolo de massa
- 1 Cortador de massa
- 1 Forma de forno
- 1 Tapete
- 1 Peneira
Preparo
Em um jarro, dissolva o fermento biológico na água morna. Enquanto isso, coloque em uma tigela grande os ingredientes secos: farinha, sal, canela e casca de limão ralada (fig. 1).
Misture e despeje imediatamente o óleo incorporando-o com movimentos das mãos que partem do fundo da tigela e levantam a farinha como uma chuva, esfregando-a (fig. 2).
Em seguida, adicione o xarope de arroz* (fig. 3).
E por último, a água com o fermento (fig. 4).
Trabalhe a massa com as mãos até ficar mais consistente (fig. 5).
Depois, transfira-a para uma superfície enfarinhada (fig. 6).
Até formar uma bola lisa (fig. 7).
Achate a bola, depois pegue a massa de fora e envolva-a para o centro, fazendo quatro dobras, uma para cada lado (fig. 8).
Deixe descansar por 5‘, depois abra-a com um rolo de massa bem enfarinhado (fig. 9).
Forme um retângulo de 0,5 cm de espessura, não se esquecendo de enfarinhar com frequência (fig. 10).
Prepare o brilho, misturando xarope de arroz com água, depois pincele 2 cm da borda da massa (fig. 11).
Espalhe a marmelada de tangerina** em toda a superfície, exceto nas bordas pinceladas (fig. 12).
Complete com as lascas de chocolate (fig. 13).
Enrole a massa pelo lado mais longo até formar um cilindro (fig. 14).
Com uma faca, proceda à divisão da massa, obtendo 6 partes. Coloque-as em uma assadeira forrada com papel manteiga ou teflon reutilizável como eu fiz e deixe fermentar por 20′ (fig. 15).
Após esse tempo, asse a 190°C por 18′-20′. Uma vez retirados do forno, pincele-os com o brilho restante (fig. 16).
Deixe secar por alguns minutos e decore com açúcar de confeiteiro.
E voilà…os fagotes de massa brioche com tangerina e chocolate estão prontos para serem saboreados!
Bom Apetite da Cozinha do FeFè!
Conservação
👉 Os fagotes de massa brioche com tangerina e chocolate se conservam em temperatura ambiente sob uma cúpula de vidro ou dentro de recipientes herméticos por até 4-5 dias.
Conselhos, notas, variações e sugestões
🟣* A escolha do xarope de arroz: como já explicado acima, este adoçante embora tenha um índice glicêmico comparável ao do açúcar, em relação a este último, é mais adequado para dietas hipocalóricas e para quem segue uma dieta vegana. No entanto, pode ser bem substituído por xarope de agave com índice glicêmico mais tolerado ou mel de acácia, mas neste caso, apenas para aqueles que não têm nenhuma necessidade alimentar de tipo vegano.
🟣** O recheio: a escolha da marmelada de cítricos como as tangerinas não impede a possibilidade de variar com o que se deseja ou tem disponível na despensa, portanto, sinta-se à vontade para usar cremes para barrar ou outro tipo de marmelada ou compota.

