Bucatini à Carbonara, truques e segredos!
Minha carbonara é super cremosa, experimente para comprovar.!
A carbonara é um prato delicioso e simples de preparar, mas muito discutido quanto ao modo de preparo, já digo desde já que:
– A primeira regra é: uma gema por pessoa mais um ovo inteiro para a panela (que serve para envolver melhor a mistura de ovos na massa).
– NA VERDADEIRA carbonara não se usa nem pancetta, nem creme de leite!!
Aviso aos puristas: os pontinhos que vocês veem nas fotos NÃO são ovos coagulado, MAS simplesmente grãos de pecorino ralado não tão fino.
Truques e segredos para uma Carbonara DOC:
– o guanciale deve cozinhar por si só, sem outros condimentos: NÃO azeite, NÃO manteiga;
– NÃO se usa pancetta;
– NÃO se usa creme de leite;
– o PECORINO é necessário (no máximo pode-se misturar um pouco de parmesão ralado);
– os ovos devem ser adicionados FORA DO FOGO, caso contrário, em vez de formar um creminho, eles vão coagular com o horrível “efeito omelete” (a temperatura NÃO deve ser superior a 75°C);
– a PIMENTA deve ser moída na hora;
– nada de cebola e alho; nada de pimenta malagueta.
Siga minhas dicas e você terá uma carbonara perfeita e cremosa, imperdível!
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- Dificuldade: Muito fácil
- Custo: Econômico
- Tempo de preparação: 10 Minutos
- Tempo de cozimento: 8 Minutos
- Porções: 4 pessoas
- Métodos de cozimento: Fogão
- Culinária: Culinária Regional Italiana
- Região: Lácio
- Sazonalidade: Todas as estações
Ingredientes para os Bucatini à Carbonara
- 400 g Bucatini
- 4 Gemas
- 1 Ovo (inteiro)
- 250 g Guanciale (bochecha de porco curada)
- 200 g Pecorino romano (pode também ser misturado com parmesão ralado)
- a gosto Pimenta-do-reino
- a gosto Sal
- 1 colher Vinho branco
- 30 g Água (da cocção para dar liga)
Utensílios para os Bucatini à Carbonara
- Tigelas de vários tamanhos
- Tábua de corte com duas bandejas laterais embutidas para descarte
- Conjunto de frigideiras antiaderentes
Preparo dos Bucatini à Carbonara
Corte o guanciale em tirinhas e coloque numa frigideira em fogo baixo (SEM óleo, nem manteiga).
E ligue o fogo com a panela de água para cozinhar a massa.
Deglacear com pouquíssimo vinho branco e deixar o guanciale dourar (sem queimar, não deve soltar fumaça) devagar para soltar toda a gordura que servirá para temperar a massa.
Retire o guanciale dourado da frigideira.Em um recipiente, misture com um batedor manual as 4 gemas e o ovo inteiro, acrescente o queijo, sal e pimenta-do-reino moída na hora e mexa bem.
Coloque os bucatini na água fervente salgada e cozinhe al dente, por cerca de 8 minutos.
Depois, uma vez cozida, escorra e reserve a água do cozimento.Aqueça novamente a frigideira com a gordura do guanciale e coloque a massa cozida, salteando na frigideira com o guanciale e uma concha da água do cozimento para liberar o amido da massa que servirá para deixar a carbonara cremosa.
Por fim, FORA DO FOGO, despeje a massa quente com o guanciale sobre a mistura de ovos e queijos e, com cerca de 30 g da água do cozimento quente, misture tudo bem; por último, acrescente mais uma polvilhada de pecorino e pimenta-do-reino moída na hora.
Dicas de Compra!!!
Para fazer esta receita, usei um destes lindo conjunto de frigideiras perfeitamente antiaderentes, ideais para dar liga à massa, limpam em um instante e vão até na lava-louças!
Origens e história da carbonara?
As origens da carbonara são controversas, lemos de fato que: “A impressão é a de que a carbonara seja um dos pratos basilares da cozinha italiana, um daqueles amados em todo o mundo, imitados, mal preparados, discutidos.
E, no entanto, quando Ada Boni fez, em 1930, uma espécie de levantamento das receitas da tradição culinária romana com o volume Il Talismano della Felicità, desta preparação não havia nenhuma menção.
Qual é então a verdadeira origem? Se é verdade que até os anos 30 não há vestígios da preparação da carbonara em Roma, esta receita começa a surgir a partir de 1944. Uma coincidência de datas como essa fornece uma pista preciosa para entender a quem atribuir a invenção deste saboroso prato. Conta-se, de fato, que os soldados Aliados empenhados durante a Segunda Guerra Mundial na linha Reinhard, entre Lácio, Molise e Campânia, tiveram a oportunidade de provar e se apegar à típica massa “Cacio e ova” abruzzesa. Foi natural, ao menos segundo a narrativa entre realidade histórica e lenda, acrescentar o guanciale, típico da região, e eventualmente a pancetta defumada importada dos Estados Unidos.
Eram sabores que lembravam “casa” aos soldados (a combinação do típico gosto americano ovos & bacon com a massa temperada com queijo), mas isso não impediu os romanos, uma vez conhecida a receita, de adotar a carbonara, que foi literalmente adotada a ponto de, hoje, ninguém ousar duvidar de sua paternidade geográfica“. (v.qui).

